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Educação Financeira: multiplique suas oportunidades de carreira



Educação financeira tem muito a ver com a sua trajetória profissional. O mercado de trabalho atual é extremamente competitivo e demanda atualização constante. Por falta de saúde nas finanças o profissional acaba prejudicando o próprio desenvolvimento, não investe em cursos de atualização e acaba ficando pra trás.

        Os sintomas das preocupações com o endividamento também afetam o cotidiano no trabalho:  falta de dinheiro pode causar problemas como o absenteísmo (ausências), falta de atenção, baixa de auto-estima e aumento de acidentes. De olho na produtividade, muitas empresas possuem ou indicam programas de educação financeira aos funcionários.

          Pesquisa do Serasa e Ibope demonstra que 40% dos brasileiros jovens não controlam a vida financeira. A maioria confessa não resistir às compras feitas por impulso e acabam se endividando tão logo iniciam suas carreiras. O caso adquiriu status de política de Estado. A AEF Brasil liberou acesso ao Programa de Educação Financeira a ser implantado nas escolas públicas no próximo ano.

        O ultimo mapa da Educação Financeira no Brasil catalogou mais de 800 projetos em execução, a maioria gratuitos.  Os programas de Educação Financeira contribuem para o desenvolvimento da cultura do planejamento, essencial para qualquer projeto, principalmente o da sua vida. Seja qual for o seu sonho, o planejamento financeiro é uma das ferramentas mais importantes para torná-lo realidade.




Como escolher um curso de qualificação profissional




A cada dia o mercado de trabalho e a economia estão se expandindo cada vez mais. Para acompanhar essas mudanças, é preciso que os profissionais se atualizem e fiquem de olho nas tendências da sua área de atuação e no que o mercado está exigindodela.

Muitos profissionais não sabem, mas às vezes fazer um curso atrás do outro pode não ser a melhor forma de se atualizar. Esta atitude, quando exagerada, acaba acarretando em perda de dinheiro e tempo.

De acordo com Mariá Giuliese, diretora executiva da empresa Lens & Minarelli, a busca de uma qualificação profissional não deve ser algo aleatório. Para te ajudar a fazer uma boa escolha, leia as dicas a seguir que foram elaboradas por profissionais da área de recursos humanos e desenvolvimento profissional:


1. Você deve descobrir o que realmente quer: para você fazer uma boa escolha profissional é preciso ter autoconhecimento. De acordo com Mariá, o profissional precisa unir formação e vocação antes de procurar qualquer especialização. Se você optar por fazer um curso profissional tenha muita clareza de suas metas antes. A consultora ainda afirma que a escolha do profissional precisa estar totalmente ligada à sua formação acadêmica. A dica é não seguir modinhas da atualidade, ou seja, cursos que a maioria das pessoas estão fazendo no momento só para atingir um certo status no mercado. Se você ir por esse caminho só estará reproduzindo as escolhas e os comportamentos dos outros. O mercado precisa de algo diferente, inovador e inédito.


2. Pesquise a tendência do mercado e o que ele procura no momento: ainda se todas as suas escolhas forem boas, não se sinta como se fosse o único dentro de uma caixinha de vidro, pois qualquer hora ela poderá quebrar. É preciso saber que a qualquer momento um outro profissional pode aparecer com uma nova ideia, um novo conceito e você pode ficar para trás. Por isso não fique parado e acomodado e tenha sempre uma visão de mercado. Faça uma análise antes de escolher um curso, senão você pode passar por um constrangimento por não poder colocar seu conhecimento em prática. Saber que o curso irá contribuir para a sua carreira é importante fundamental para seu crescimento, e você ainda poderá tirar proveito disso. Um curso que não tenha nada a ver com a área de um profissional pode apontar falta de objetivos da parte dele.


3. Faça pesquisas: antes de mais nada você precisa conhecer bem a instituição que escolheu para fazer o curso. Não se limite apenas ao nome da instituição, pesquise sobre o corpo docente dela, a grade programática, os aspectos, entre outros. Converse com pessoas que já frequentaram essa instituição e que já fizeram o curso que você escolheu. Peça opiniões dos colegas de trabalho e até de seu chefe, se for preciso. Segundo Mariá, o profissional deve investigar se seu curso está mais ligado à parte teórica do que à parte prática, ou vice-versa. O curso precisa atender às suas necessidades e expectativas.


O profissional que tem o costume de se atualizar constantemente tem a chance de manter sua estabilidade em um emprego, além de ser bem visto no mercado de trabalho. A busca por novos conhecimentos e desafios proporciona troca de informações entre as pessoas e estimula a criatividade na carreira.





Não durma no ponto - sono x produtividade




Você é daqueles que dorme tão tarde e acorda tão cedo que quase cruza com si próprio no corredor? Daqueles que dorme tarde e todos os dias, ao acordar indisposto, se arrepende disso? Então saiba que esta é uma péssima decisão para a sua carreira.

Não importa o quanto você estude, seja graduado e pós-graduado, tenha mestrado ou doutorado, o que vai pesar mais diretamente na sua produtividade é o seu bem-estar. Se você não tiver bons hábitos, principalmente em relação à alimentação e sono, o corpo começa a falar e, principalmente, falhar.

As organizações já entenderam que sono é dinheiro. Um expediente normal é de 8 horas por dia com 1 hora de folga para almoço, iniciando normalmente entre 8 e 9h da manhã. Esta exigência privilegia pessoas matutinas, por isso muitas empresas estão apostando em horários flexíveis.

A longo prazo a falta de sono pode virar um problema de saúde crônico e sério, causando diminuição ou ganho de peso, doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão, entre outras, aumentando assim as despesas médicas laborais.  Algumas organizações tentam explorar ao máximo o potencial criativo dos trabalhadores e possuem locais exclusivos para cochilo e o descanso de funcionários durante o expediente, em paradas periódicas.

Na correria do cotidiano, o estresse do trânsito e agendas caóticas fazem muitos apelarem para calmantes e outros medicamentos. Porém, algumas simples mudanças de hábitos podem fazer muita diferença:

- nem todos têm a mesma necessidade de horas de sono diários, mas o normal é entre  8  e 9 horas de sono bem dormidas;
- procure sempre ir para a cama todos os dias mais ou menos  no mesmo horário;
- cerca de 1 hora antes, desligue e fique longe dos aparelhos eletrônicos, com o o celular e jogos de video game;
- evite o consumo de alimentos estimulantes, como coca-cola, chá preto e café;
- pratique pelo menos 30 minutos de exercício diariamente;
- pela manhã, espreguice-se antes de levantar, abra as cortinas e dê boas-vindas ao novo dia!



 


MOMENTOS DE DESCANSO E RELAXAMENTO NO TRABALHO MELHORAM O DESEMPENHO PROFISSIONAL



 

A obsessão por trabalho excessivo durante o dia pode fazer com que as pessoas se esqueçam delas mesmas e também de outras tarefas que a valorizem como pessoa. Saber separar momentos de descanso e relaxamento depois de longas jornadas de trabalho é essencial também para um bom desempenho no trabalho. Se a mente e o corpo não estiverem bem descansados você não se sentirá produtivo.


Shirley Ferraz Crispilho, fisioterapeuta do Hospital San Paolo, diz que devemos fazer alongamentos diariamente, mesmo quando não temos esforço físico no trabalho. Apenas fazer esportes e frequentar academia não é o suficiente para um bom equilíbrio e o funcionamento do corpo. O alongamento é uma técnica terapêutica capaz de esticar os músculos e prepará-los para a atividade adequada. Dessa forma, seu corpo irá se adaptar aos movimentos necessários do corpo. O alongamento também é importante após a realização de atividades físicas, pois ajuda a tonificar os músculos e elimina toxinas indesejáveis.


Fazer pausas em um dia cheio de trabalho para ter um momento de relaxamento recarrega as energias perdidas durante o dia e melhora o estresse, a depressão, a hipertensão e a ansiedade. E para isso, são necessários apenas alguns minutos por dia, nos momentos mais estressantes, como no meio de um trânsito, numa reunião ou numa agenda lotada. A fisioterapeuta diz que sentimentos como frustração, raiva, medo e rancor deixam o corpo sobrecarregado e dificulta a organização das ideias. Após o relaxamento, a tendência é que a mente fique leve e livre de pensamentos indesejáveis.


Você pode aperfeiçoar seu desempenho pessoal até mesmo durante seu expediente. Para isso, estique braços, pescoço e pernas, isso irá conduzir seu equilíbrio, levando-te a um bem estar corporal e mental, além de manter sua postura correta, diminuindo o cansaço decorrente de suas tarefas excessivas e repetitivas. Quando mente e corpo estão equilibrados, nossa vida também está. Cansaço pode ser normal quando não compromete nossa saúde de um modo geral e significativo.





 

O QUE IMPEDE SUA EVOLUÇÃO PROFISSIONAL?




Sucesso. Esta palavrinha mágica, que move o mundo, não chega por acaso e representa vencer barreiras e superar dificuldades. Muitas ações aparentemente simples, porém, podem impedir a sua escalada e evolução profissional. Não existe fórmula, mas especialistas concordam que algumas posturas determinam se uma pessoa vai ter mais sucesso do que outras:

FALTA DE OBJETIVOS - É mais fácil evoluir quando temos objetivos definidos. A maioria das pessoas não sabem para onde estão indo e não definem metas de curto prazo. Manter-se fiel aos objetivos faz com que as barreiras sejam vistas como oportunidade de superação.

IMEDIATISMO - Temos a tendência de querer resolver tudo pra ontem, sem pensar no que estamos construindo. Não devemos nos limitar a apagar os incêndios que aparecem a todo momento no cotidiano. Ao contrário, é preciso plantar para colher depois.

NÃO PRIORIZAR - Pessoas que lidam com objetivos múltiplos e executam várias tarefas ao mesmo tempo precisam rever o senso de urgência. É importante definir o que é prioridade e ter foco nos prazos.

DESISTIR - Todos temos momentos de fraqueza, em que pensamos em desistir. Não caia nessa! Use as dificuldades para se fortalecer e procure motivações para finalizar suas tarefas.

CULPAR OS OUTROS - É muito comum pessoas que tentam se justificar pelas ações dos outros. Assumir os erros e reverter a situação para aprendizado é um grande passo para a evolução na carreira.

NÃO PEDIR AJUDA - Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Ao contrário, significa que você é humilde em admitir alguma falha e está disposto a aprender. Pedir ajuda é sinal de coragem, iniciativa e coleguismo, além de desenvolver o senso de equipe e estimular o compartilhamento de informações e conhecimento.





EMPREENDEDORISMO COMO OPÇÃO PROFISSIONAL




O caminho do sucesso nem sempre passa pelo emprego formal. A dificuldade em conseguir uma vaga, salários baixos e alta competitividade são alguns fatores que levam os recém-formados a iniciar um negócio por conta própria. O empreendedorismo, porém, requer mais do que formação universitária: é preciso ter iniciativa, muita informação, um bom plano e criatividade.

A palavra "empreendedorismo" vem de "entrepreneur", palavra francesa que designava "o que incentivava brigas" ou "que aceita riscos". Significa que o empreendedor é um ser automotivado, que constrói os caminhos baseado na sua força de ação, trabalho e perspicácia, identificando oportunidades e buscando recursos para atender necessidades de maneira lucrativa.

Pesquisa recente da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que a porcentagem de jovens entre 18 e 24 anos de idade que preferem empreender a buscar uma vaga de emprego ultrapassa os 20%. Se há algumas décadas o ensino de Administração se resumia a ensinar pessoas a gestão de grandes empresas, hoje o empreendedorismo é disciplina na maioria dos cursos, introduzindo novas formas de opção profissional.

O grande economista Joseph Schumpeter, um dos mais importantes do século XX, dizia que é o empreendedor que movimenta a sociedade e a inova. O empreendedor é mais do que um agente de mudanças: além de promover o autodesenvolvimento, contribui para mudar o ambiente à sua volta, movimentando a economia e gerando empregos e riqueza.

O Sebrae é um dos órgãos mais conhecidos do pequeno empresário brasileiro, oferecendo serviços como incubadora de empresas, consultoria e educação empreendedora. A instituição aponta um dos principais motivos para a falência de empresas criadas por jovens entusiasmados: falta de preparo e apego ao mito de que os empreendedores são natos. Qualquer um pode aprender a empreender, fazendo cursos, assistindo a palestras, navegando na Internet e explorando formas de aquisição de conhecimento. O empreendedorismo deve ser ensinado não só para a capacitação de empresários, mas também para ajudar os alunos a decidirem se eles têm os requisitos e bagagem necessários para serem empresários.





CARTA DE APRESENTAÇÃO: SEU CARTÃO DE VISITAS




A carta de apresentação é o cartão de visita do candidato. Deve ser enviada quando há interesse em alguma vaga ou quando enviamos o currículo via e-mail. A importância dada ao documento pode variar de acordo com a política da empresa: enquanto algumas ignoram totalmente, outras tomam como decisiva para a contratação.

Uma carta de apresentação bem redigida, porém, é o primeiro contato com as habilidades de comunicação do candidato e, em alguns casos, pode até mesmo eliminar o currículo. A formatação não tem mistério, por ser um modelo de carta comercial padrão:

1) A primeira coisa é colocar o nome do destinatário: pessoa ou empresa (tenha a certeza que está correto). Caso o nome da empresa não tenha sido divulgado, comece com "Caro recrutador" ou "Prezado empregador".

2) Descreva suas características profissionais de modo que chamem a atenção do recrutador, destacando as habilidades solicitadas para a vaga disponível.

3) O papel deve ser A4, fundo branco e as fontes mais usadas são Times New Roman e Arial, tamanho 12.

4) No primeiro parágrafo, descreva o motivo pelo qual está mandando o currículo, como ficou sabendo da oportunidade e área em que deseja atuar, ressaltando o seu interesse na vaga.

5) O segundo parágrafo deve conter a sua formação, experiência, qualidades, competências e objetivos em linguagem clara e simples.

6) O terceiro parágrafo é a despedida, colocando-se à disposição para um encontro ou entrevista.





VOCAÇÃO OU PROFISSÃO?




Descobrir qual a profissão certa para cada perfil é um grande desafio. A vocação profissional se refere ao que a pessoa gosta de fazer versus o que ela não suporta. Quando esta conciliação não é bem sucedida, surge o estresse pela frustração, sentimento de vazio e perda de tempo e dinheiro.

A palavra "vocação" tem origem latina e significa "voz". Este chamamento interno corresponde ao conjunto de experiências desenvolvidas na realidade social de cada um. No momento da escolha profissional, ouvir este chamado pode ajudar o indivíduo a descobrir e desenvolver habilidades, aumentando a probabilidade de sucesso no trabalho.

A vocação vem antes da profissão. A diferença entre os profissionais que escolheram as carreiras por vocação ou por profissão:

- Profissional por profissão: só investe em carreiras promissoras no mercado, busca empregos continuamente, faz a parte que lhe cabe da melhor maneira possível, sempre fazendo comparações entre outros profissionais e empresas.

- Profissional por vocação: busca meios para se renovar continuamente elevando o trabalho além das expectativas, percebe que não poderia estar fazendo nada diferente, cada dia tem a sensação de missão cumprida porque tornou melhor a vida de alguém.

O estudante que está em momento de escolha de um curso superior deve procurar elementos de identificação envolvidos nas rotinas de trabalho das diferentes carreiras: o que fazem os profissionais, como fazem, onde fazem, quanto ganham, possibilidades de crescimento e tendências do mercado, além de entrevistas com pessoas que já estão atuando na sua área de interesse.




O MERCADO MUDOU. O QUE FAZER COM A CARREIRA?




O mercado mudou. As carreiras mudaram. Negar isso é não se preparar para o que vem por aí. Mas, quais foram essas as mudanças?

Em 2011 e 2012, houve a retomada das contratações no pós-crise de 2009. Foram anos de boom do mercado de Óleo e Gás; preparações para os grandes eventos esportivos; consolidação das obras de infraestrutura no Brasil; expansão do mercado imobiliário, de bens de consumo e de energia, com novos leilões e possibilidades em renováveis.

As empresas contrataram. E muito. Contrataram em um mercado com carências em termos de oferta de mão de obra sustentável, consistente e preparada. Os salários subiram. Desmedidamente. Profissionais e empresas perderam a referência de quanto pagar, do quanto pleitear e do que exigir em troca dos salários exorbitantes. A régua financeira subiu. A da exigência de qualificação pouco se alterou.

Então, 2013 chegou. Arrastado. O mercado booming ficou tímido. Políticas de governo e de estado se misturaram a marcos regulatórios pouco eficientes, gerando riscos incompreensíveis. Exigiu manobras operacionais e de gestão inéditas. Eficiência a todo o custo foi a palavra do dia, colocando à prova a experiência de alguns executivos de bolso gordo. Os headquarters exigiram a compensação do investimento feito nos anos anteriores e pouco se viu de retorno. Foi tarefa das mais ingratas justificar metas não cumpridas a estrangeiros querendo ver no Brasil a salvação de seus números.

Agora, 2014 está aí e traz muita expectativa a todo o mercado, porém gera incertezas e certamente demanda a revisão de estratégias de carreira adotadas até hoje. Veja abaixo alguns pontos de atenção para esse novo momento de mercado:

1. Crescer rápido não é mais a ordem do dia. Chegar a gerente aos 30 e a diretor aos 40 não pode ser o objetivo em si e o único foco da carreira profissional. Gerentes e diretores jovens demais não se sustentaram em seus postos. Tinham o know-how, mas não a malha emocional tão necessária para turnarounds, arrocho de metas e pressão na equipe. E algumas das empresas que alavancaram esses jovens não estão mais por aí.

2. Focar em cursos óbvios e complementares de especialização e pós-graduação não atende plenamente o objetivo daqueles realmente motivados a se desenvolver. O que pode cumprir esse papel? Ao advogado, por exemplo, o curso de MBA. Sim, MBA, que pode trazer a visão financeira a uma carreira essencialmente voltada às ciências humanas. Ao engenheiro, coaching, por que não? Corroborará a troca pessoal, a leitura do outro, a vivência real da experiência de formar equipe e ler pessoas, entre outras experiências acadêmicas para tirar o profissional da zona de conforto técnica e pessoal.

3. Buscar somente a multinacional como único foco de carreira também não deve estar na lista das prioridades de 2014. Os SMBs (small and medium businesses) e as empresas familiares em profissionalização se revelam opções muito interessantes. Apesar de menos processos, controles internos e formalizações, há espaço para inovações, acúmulo de funções diferentes e uma visão de todo que poucos negócios maduros permitem. Isso revelará ao profissional um campo rico para o desenvolvimento de novas habilidades e experiências que empresas mais “quadradas” e maduras não possibilitam.

4. Demandar a posição de gestão a todo custo pode ser um tiro no pé. Nem todo profissional tem perfil para isso. E, de repente, o mercado pareceu somente valorizar quem tem. A carreira oferece muitas opções de desenvolvimento que não somente o caminho da gestão. A alta especialização é um deles, o acúmulo de uma nova função é outro e até o desenvolvimento de um projeto paralelo – e totalmente desvinculado do contexto do dia a dia – pode se revelar mais interessante do que gerir pessoas. Gestão é um universo complexo e obviamente desafiador, porém, demanda tempo, dedicação e um real interesse pelas pessoas. Gestão não é para todo mundo, especialmente em um ano exigente e incerto como 2014.





PLANO B DE CARREIRA, VOCÊ TEM UM?




O mundo dos negócios muda a cada segundo, graças aos avanços tecnológicos, gerando ciclos de carreira cada vez menores. Manter-se no mercado de trabalho em tempos tão competitivos é desafiador.

Há algumas décadas bastava entrar em uma boa empresa, que ela se encarregaria da trajetória profissional. Hoje o que se vê é uma verdadeira dança das cadeiras de cargos, especialmente estratégicos, de executivos que vão em busca de melhores salários e benefícios.

Neste cenário cabe ao profissional que deseja permanecer no mercado de trabalho, fazer o dever de casa e investir em atualização contínua. Mas tudo der errado, ter um plano B para se precaver dos problemas ocasionados pela alta rotatividade no mercado de trabalho é fundamental.

QUAL O MOMENTO IDEAL?

Todo profissional deve ter um plano de carreira com objetivos para manter a empregabilidade desde o momento em que começa a trabalhar. Se você anda não tem um, o momento ideal para começar é ontem. Para se ter um plano B é necessário ter um plano A, não se esqueça.

Uma atividade paralela pode partir de um hobby, criação de um blog de assunto de interesse ou apoio a um projeto social. Um plano B não se trata só de emprego, mas algo que possa trazer satisfação pessoal, um plano de vida. Mesmo quem está realizado profissionalmente deve ter um projeto, pronto para ser posto em prática.

COMO COMEÇAR?


Não adianta ter um sonho e não tirar do papel. É preciso avaliar riscos, oportunidades e fazer um estudo de viabilidade. Muita cautela e planejamento evitam desastres financeiros e frustrações. Também é preciso ter tempo para estruturar a atividade alternativa e se dedicar para atingir os resultados esperados.

Procure identificar o realmente o motiva, se tem mercado e como vai ser o levantamento dos recursos necessários. Isso inclui autoconhecimento, refletir sobre suas paixões, valores e o que espera do futuro.





Crítica: depreciação ou oportunidade de melhoria?




Elogios frequentes melhoram a autoestima e motivação no trabalho. O reconhecimento, segundo os neurologistas, libera a dopamina, substância que atua no cérebro trazendo sensação de bem estar. Entretanto, a realidade é que a maioria dos gestores não elogia, ao contrário, critica.


Este feedback pode parecer negativo num primeiro momento, mas, para os fortes, pode representar uma oportunidade de melhoria. Veja dicas de como reverter a situação transformando comentários em aprendizado:

- Saber ouvir – prestar total atenção ao que está sendo falado e conter o ímpeto de responder sem pensar, mantendo uma postura assertiva.

- Não colocar a culpa nos outros – humildade é essencial nesta situação. Não vale se esquivar da responsabilidade, assuma os seus erros!

- Não seja passivo – ao contrário de responder por impulso ou ser irônico, procure manter uma atitude positiva e tente evitar um confronto. Caso seja convidado a dar explicações, descreva como pretende proceder para evitar erros da mesma natureza, mostrando preocupação com as responsabilidades inerentes à sua função.

- Reflita – nem todas as críticas são negativas. É possível, sim, falar com educação e bom senso sobre coisas ou comportamentos que nos desagradam. Pense nisso e não critique de volta só para se “vingar”.

É preciso ter inteligência emocional para lidar com as críticas externas. Normalmente as pessoas fogem de situações porque acham que serão criticados e algumas sofrem antecipadamente por críticas que ainda nem foram feitas. A melhor postura é sempre perceber até que ponto a outra pessoa tem razão, estar aberto a mudanças e ter humildade para mostrar que está recebendo positivamente as sugestões de melhoria do seu desempenho profissional.




 Pesquisa de clima contribui para gestão e retenção de talentos




"Nessa pesquisa, nós verificamos que as pessoas estão insatisfeitas e com baixo engajamento. Se elas não saírem [de seus empregos], vão continuar insatisfeitas e isso afeta a produtividade. A pesquisa de clima é o termômetro para os gestores saberem o que está dando certo e o que tem que melhorar", explica Rodolfo Ohl, country manager Brasil da SurveyMonkey – empresa global em pesquisas.

Sem a pesquisa de clima, é mais difícil ter iniciativas eficazes de retenção de talentos e a empresa não só perde profissionais qualificados como a eficiência de quem fica. Rodolfo salienta também que dinheiro, muitas vezes, não é o único fator relevante nessa equação, e que cada departamento e função têm suas particularidades e necessidades.

"A relação da empresa com o colaborador tem que ser positiva, como se fosse de consumo. As pessoas cada vez mais estão comparando o que têm dentro da empresa com o que o mercado oferece, já que isso ficou ainda mais fácil com o advento da internet e de sites que mostram o nível de satisfação dos funcionários", alerta.

Aos que não possuem o hábito de fazer pesquisas de clima na organização e gostariam de implementá-lo, esse é o principal argumento para conquistar a boa vontade da diretoria: tudo isso afeta o bolso da corporação. E sem o patrocínio da alta administração da empresa, é bem provável que não sejam implementados planos de ação após a coleta de dados e as pesquisas caiam em descrédito.

"Muitas vezes o próprio gestor pode criar a própria pesquisa de clima em sua área. Ele pode colocar questões específicas da área, do negocio, perguntar sobre processos, procedimentos e estilo de liderança do seu cotidiano. Aí é uma questão do gestor departamental decidir o que ele deseja coletar e o que vai fazer com essas informações posteriormente", sugere Rodolfo.

Outra dica é fazer uma pesquisa geral e depois outra que aprofunde os tópicos de insatisfação que mais se sobressaíram. Primeiro abordar os principais pontos, como estilo de liderança, ambiente, remuneração e oportunidades. Depois, quando se descobre que há um grupo de pessoas insatisfeitos com os benefícios, por exemplo, criar outro questionário apenas sobre esse assunto.

"Hoje existem várias maneiras de fazer a pesquisa de clima. A vantagem é que a tecnologia possibilita perguntar a muitas pessoas ao mesmo tempo e fazer tudo em alta escala. Você manda a pesquisa hoje e as pessoas respondem em três a sete días, no máximo. E com isso já se tem um bom quadro da situação da empresa, com áreas de melhoria e os departamentos mais problemáticos identificados", finaliza o executivo.

 



A era da desInformação



* Cezar Tegon é graduado em Estudos Sociais, Administração de Empresas e Direito. É Presidente da Elancers e Sócio Diretor da Consultants Group by Tegon. Com experiência de 30 anos na área de RH, é pioneiro no Brasil em construção e implementação de soluções informatizadas para RH. Diretor de novos produtos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).

Depois da era industrial, da era do conhecimento, da era digital e da era da hiperconectividade, vivemos agora a era da desInformação.


Tenho pensando nos últimos tempos no tema da desInformação e passei a pesquisar sobre seus motivos. Li artigos, participei de debates, conversei com profissionais de diversas áreas e níveis hierárquicos e fiquei atento aos acontecimentos do dia a dia para confirmar a tese. Reunindo todas as evidencias, cheguei a uma conclusão: A era da desInformação está em curva ascendente e não vejo, pelo menos a curto prazo, um sinal de que irá desaparecer.


Antes de continuar, vamos nos alinhar sobre as definições de senso comum e informação. A maioria das pessoas imagina que o senso comum e informação são sinônimos, não são! De fato, é fácil confundir já que existem situações que podem nos levar a misturar tais definições. Para que não haja dúvidas sobre o que significa uma e outra, vamos a suas definições:


Senso comum: O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas, como as científicas. Enfim, não pressupõe reflexão, é uma forma de apreensão passiva, acrítica e que, além de subjetiva, por vezes é superficial.


Informação: É um conjunto de dados organizados, um fato ou um fenômeno, que no seu contexto tem um determinado significado, cujo fim é reduzir a incerteza ou incrementar o conhecimento sobre algo. Enfim, é o resultado do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação no conhecimento.


Pode parecer antagônico, mas creio que a causa principal da desInformação, esteja justamente na abundância, no baixo custo e na facilidade em se acessar “conhecimento”.


Acessar conhecimento há alguns anos atrás era um grande diferencial e basicamente era conseguido por intermédio de grande esforço individual, sendo autodidata, sendo um aprendiz atento ou investindo em educação através de cursos e graduações.


Só para relembrar como era difícil buscar conhecimento, comprar uma enciclopédia como a Barsa, um clássico por décadas nos anos 60, 70 e 80, custava caríssimo e era uma meta de compra de pais que investiam forte na educação e no futuro de seus filhos.


Para quem nunca ouviu sobre este material, a Barsa cumpriu por décadas a função hoje exercida por portais de pesquisa como Google, Yahoo!, Bing ou Wikipédia.


Hoje temos facilidade de acesso a conhecimento em questão de segundos, com pouco esforço mental e a custo zero. Esta facilidade em acessar o conhecimento, criou o comportamento das pessoas não terem necessidade de se esforçar, assim como em se satisfazerem com conhecimentos superficiais e sem preocupação com conceitos.

Como consequência, as pessoas têm dificuldade em entender o porquê das coisas, e o efeito é não conseguirem transformar conhecimentos acessados em matéria prima, informação.

Exemplos desta realidade estão por todas as partes:


1) Manifestações no Brasil. Nenhum juízo de valor, nada contra muito pelo contrario.
Ao perguntar para manifestantes o porquê eles estão ali, uma boa maioria respondeu: “estamos reivindicando redução do preço da tarifa de ônibus”, ou seja, eles têm o conhecimento. Todavia, depois dessa primeira pergunta, todas as outras terão em 90% dos casos respostas como “Não sei”.



Vejamos algumas:


Se vocês conseguirem a redução, quais os benefícios para o consumo?
Vocês sabem se a redução nas passagens causará impactos em outras áreas?
As destruições nas ruas podem gerar algum impacto no emprego?
Quem organizou esta manifestação?

Qual foi a discussão de pauta antes de saírem às ruas?


Vemos que 10% das pessoas respondem com inteligência estas perguntas simples, a grande maioria não faz a menor ideia do motivo de estar ali, ou seja, não tem nenhum objetivo de fato e seguem, como um bando de gnus, um “líder” sem saber para onde estão indo. Aqui posso identificar que existe conhecimento, mas não existe informação.


2) Atividades e trabalhos executados nas empresas. O dia a dia da maioria dos profissionais.
Ao perguntarmos aos profissionais, de qualquer área, o que eles fazem, a maioria deles tem uma resposta pronta, por exemplo: Sou responsável pela compra de equipamentos de informática.
Mas depois dessa primeira pergunta, todas as outras terão como resposta “Não sei”, “Não avaliei isso”, “Não perguntei”.


Vejamos algumas:


Você sabe como sua atividade surgiu na empresa?
Outras empresas do segmento tem este tipo de profissional?
Seu cliente interno precisa mesmo dos equipamentos que você compra?
Que uso seus clientes fazem destes equipamentos?


Aqui também apenas 10% respondem mostrando proatividade, interesse em conhecer profundamente seu trabalho e clientes. A maioria faz o mínimo necessário, não entendem o conceito e origem de suas atividades profissionais, não são aptos a sugerir melhorias e inovações.


Citei dois simples exemplos, mas, se olharmos o cotidiano, veremos que há milhares de outros.

A boa notícia é que quem for apenas um pouco diferente, tendo vontade, pesquisando a origem das coisas, avaliando impactos de cada evento em sua atividade profissional, estudando sobre sua área de atuação e investigando formas alternativas de fazer melhor, se destacará e certamente terá sucesso garantido.


Minha sábia avó sempre repetia um ditado popular que faz todo sentido para este momento: “Em terra de cegos, quem tem um olho é Rei”. Reflitam sobre isso e se apropriem de seu cetro!

 

 




Saber se relacionar à distância é essencial para quem faz home office

                                                                                                                                    


A prática de home office é uma realidade cada vez mais presente nas empresas. No mercado de TI, 40% dos profissionais trabalham fora do escritório, segundo pesquisa feita pelo Instituto Datafolha para o Sindicato de Trabalhadores de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), publicada em julho de 2012.


As vantagens de se trabalhar em casa são sabidas: horários flexíveis e evita-se gastos de tempo e dinheiro no deslocamento até o trabalho. Mas, por outro lado, o profissional fica isolado e precisa despender de esforço para se integrar em um contexto de equipe.


"Em TI, especificamente, o home office facilita porque tem muitas funções individuais dentro do contexto de colaboração de trabalho. É um formato diferente de equipe: quando estou construindo uma solução de TI, estou aqui em São Paulo programando. Acabou o expediente, o próximo fuso horário continua trabalhando. Essa dinâmica requer competências de trabalho em equipe diferentes de relacionamento interpessoal, então construção de relacionamento à distância é uma competência requerida", explica Caroline Pfeiffer, Diretora de Marketing e vendas da consultoria LHH|DBM.


Nesse contexto, não vai existir uma interação social como no ambiente de trabalho, onde as pessoas convivem, se encontram nos corredores e saem para almoçar juntas. Assim, o profissional corre o risco de esfriar sua rede de contatos, de deixar de estabelecer novas relações.


A diretora explica que, como muitos dos profissionais de TI não têm vínculo CLT, ter relações construídas significa ter volume de trabalho constante. Se o profissional some durante um projeto, ele precisa reaquecer as relações quando o trabalho é concluído, para aí conseguir o próximo.


Portanto, o primeiro passo é reconhecer a importância dessa rede de contatos e ficar atento a como se é percebido por ela. Mesmo que o profissional esteja de pijama, por exemplo, ele precisa ter o cuidado de não agir de acordo com isso, mas sim como ele quer ser visto. A dica de Caroline é uma estratégia usada no telemarketing: falar ao telefone ou escrever o e-mail com um espelho em frente. Ele ajuda a pessoa a perceber a si própria.


O segundo passo é manter a rede ativa. "Você é percebido na rede de relacionamento quando se torna uma fonte de referência e agrega conteúdo. No trabalho tradicional, é a pessoa estar disposta a tomar um café com alguém não só quando ela precisa de algo. E o cuidado vale principalmente à distância, para você não virar aquele cara que só pede", aconselha Caroline.


O terceiro passo é atentar-se à remuneração, fazer um benchmark e saber se ela está compatível com o mercado. A distância do ambiente tradicional também significa a de informações como o do valor do trabalho.


Caroline também atenta para outro risco, que vale para qualquer área: perder o cuidado com a própria saúde. "Como você não tem mais vigilantes, pessoas que falam que você está engordando ou perguntam se já tomou a vacina da gripe, por exemplo, você tem que redobrar a atenção com relação a esses assuntos."




Fui promovido a gestor, E agora?




Tornar-se gestor é o reconhecimento de um bom trabalho, a tão esperada promoção após árduas horas investidas no escritório. Mas, nem sempre um excelente técnico se transforma num bom líder. São competências e funções diferentes que o recém-promovido terá de desenvolver e desempenhar para manter a equipe motivada e conseguir resultados.


"Hoje em dia, pessoas cada vez mais jovens estão assumindo postos de maior responsabilidade. A gente consegue ver que alguns conhecem o trabalho do ponto de vista técnico, formal, mas muitas vezes não têm condições de aplicar isso do ponto de vista prático", alerta Ricardo Fonseca, superintendente de Recursos Humanos da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário.


Segundo Fonseca, o grande problema desse cenário é a falta de preparo dos profissionais para assumir cargos de gestão. Alguns já têm dentro de si a habilidade para serem líderes, a bagagem educacional que os ajuda nesse momento. Mas outros não têm esse preparo e isso pode se tornar um problema para a equipe e até influenciar nos resultados.


"O preparo vale muito porque, ao passo que ele é um líder e precisa do isolamento do líder, também faz parte da equipe e vai ter que continuar sendo parceiro. É um jogo difícil, já vi muita gente perder um bom técnico e ganhar um péssimo líder", explica.


Para evitar esses percalços, o primeiro e mais importante passo é aprender a inspirar. O novo cargo não se trata de exigir o trabalho das pessoas, mas de inspirá-las a fazê-lo da melhor maneira possível. Ler livros especializados e buscar aconselhamento com um coach são as dicas do superintendente para desenvolver essa habilidade.


“Hoje as áreas de RH têm uma série de sistemas que podem ajudar, por exemplo, uma avaliação de competências do líder e o plano de desenvolvimento para alcançar essa competência", propõe.

Outro ponto é conquistar a confiança da equipe. A melhor maneira de fazer isso é ser aberto, aconselha Fonseca: conversar com o grupo, pedir feedback honesto dos funcionários e, em contrapartida, expor quais comportamentos gostaria de modificar.


O mais importante é ter a consciência de que alcançar os resultados depende das pessoas e do que elas demandam desse relacionamento. Tratando-se de uma equipe infeliz, desmotivada, que não está alinhada com o chefe, não é o abuso da autoridade que vai fazê-la trabalhar melhor.


"É a velha questão da liderança: ele não é o que manda fazer, mas é o que inspira a equipe a fazer. Esse é o grande desafio, o grande ponto que ele vai descobrir. Muitas vezes, a missão do líder é fazer a pessoa ter vontade de sair da cama, trabalhar duro e ser feliz", finaliza Fonseca.

 



Como mudar de carreira depois dos 40 anos



Mudar não é fácil, especialmente com muitos anos consolidados na mesma carreira. Já existe padrão de funcionamento, intimidade com as atividades, zona de conforto, responsabilidades financeiras e com família e filhos.


Mas Ricardo Cambraia, diretor de RH da Wartsila nas Américas, garante que não é impossível e nem tão difícil como se imagina. "Eu acho que a idade não é um fator que venha a atrapalhar. O que manda é a sua atitude, seu comportamento. O fato de estar com essa idade, depois dos 40, não diz que você não tenha mais condição de fazer nada", acredita.


Sua própria experiência de vida atesta isso. Já com 12 anos de carreira em Recursos Humanos, Cambraia largou tudo, abriu seu próprio negócio e investiu nele durante vários anos. Aos 41, resolveu voltar para a profissão. Procurou amigos e usou seu conhecimento de inglês para fazer traduções para um conhecido seu. Um mês depois, esse colega pediu demissão e o presidente da empresa o substituiu com Cambraia na posição de diretor.


"Perdi tudo e tive que voltar para mesma carreira. Pensei que estaria ferrado, com tantos anos afastado da profissão. Mas quando perguntei por que tinha me escolhido para a posição, o presidente respondeu: 'você tentou um negócio fora [da área de RH]. O fato de ter tido uma empresa fez com que conhecesse a interrelação entre todas as áreas, então você sabe o que é ter e não ter dinheiro para pagar, como se faz marketing, as compras, como usa os recursos", lembra.


Por isso, o primeiro conselho do diretor aos que pretendem mudar de vida profissional é ter uma visão macro do negócio, conhecer as ações que estão sendo feitas além da sua área, os pontos fortes e os pontos fracos delas. "É importantíssimo fazer isso. Cada vez mais, todas as áreas se entrelaçam. Para você desenvolver bem, precisa conhecer tudo que gira em torno disso. Se for esperto, percebe como pode ser proativo e se precaver com determinadas ações em curto e médio prazo."

Para isso, segundo Cambraia, conversar com outros profissionais é fundamental: discutir, perguntar e ampliar horizontes também funciona para o networking. A atitude interessada reverbera na imagem profissional que é construída, não de forma artificial, mas sincera e curiosa.


Ir além do job description também é essencial para se mostrar capaz de assumir as novas tarefas e fazer com que gestores apostem na mudança. "Não é só fazendo MBA e cursos. No MBA, você compara o que já vivenciou com outros que já vivenciaram. Para fazer essa comparação, precisa ter vivido. Se você for um profissional medíocre, apesar de toda a experiência, ninguém vai poder contar com você para nada", alerta.


A transição não acontece de repente: é preciso tempo e dedicação para contatar outros profissionais e começar a se relacionar com eles com maior frequência. Aos poucos, as pessoas da empresa passam a perceber boas ideias e a procurar por elas.


"Quantas pessoas já vi na área de engenharia técnica que passam para a área financeira? Ou que vão da financeira para a de recursos humanos? Nem todos vão conseguir chegar lá, mas se fazer conhecido, ouvido, é uma forma muito importante. Demonstrar interesse vai fazer diferença, não a idade. Hoje estou com 58 anos e recebo propostas a todo instante."





Pós-graduação: há momento certo para ingressar?



Há quem diga que tem um momento certo para ingressar num curso de pós-graduação, que a bagagem da carreira faz toda diferença para o melhor aproveitamento dessa experiência e que emendar a graduação na pós não é o ideal. Os especialistas ouvidos pelo RECRUTANDO.COM, no entanto, acreditam que não há momento certo ou errado. O que é realmente importante são os objetivos do profissional ao iniciar o curso.


Para Giusepe Giorgi, diretor de RH da Pirelli, a questão a ser considerada é a adequação do curso à necessidade de cada profissional. “Se a pós-graduação for um curso que complementa algum conhecimento específico da graduação, aprimorando-o, então é correto fazer imediatamente após a graduação. Já se a pós for em gestão ou sobre algum conhecimento mais avançado na área de atuação do profissional, seria interessante ter passado algum tempo dentro de uma organização antes de começá-la. Dessa forma, os novos conteúdos se apoiarão em uma base de experiência prática e serão melhor compreendidos e assimilados pelo profissional”, considera.


Tey Yanagawa, consultora de projetos da Cia de Talentos, compartilha desse raciocínio. Segundo ela, “a decisão depende das motivações individuais de cada profissional e de seus propósitos de carreira. Pode ser um recém-formado que deseja aprofundar seus conhecimentos em algum assunto específico, um profissional experiente em busca de especialização ou até mesmo uma pessoa planejando mudar sua área de atuação. Independentemente do momento, é importante existir um interesse e uma identificação genuína do futuro aluno pelo tema a ser estudado para que a experiência possa ser válida e bem aproveitada“ afirma.


A questão da bagagem de carreira - trazida pelos profissionais mais experientes e que falta para os mais jovens - pode, sim, ser fator importante num curso de pós-graduação, por ajudá-lo a assimilar o curso a partir da relação que o aprendizado tem com suas experiências anteriores. “A experiência prática cria uma base de conhecimento que a graduação dificilmente traz, mesmo com estágios, e isso é um grande facilitador para o aprendizado de novos conceitos”, afirma Giusepe.


Reflita sobre seus interesses:


Antes da decisão, o especialista aconselha que o profissional considere alguns aspectos. “É importante avaliar qual o benefício que se espera do curso e que tipo de conhecimento o programa oferece. Muitos cursos de pós acabam por apenas repetir a experiência dos professores, o que pode coincidir em grande parte com a vivência que o próprio aluno tem na organização, ou seja, acaba estudando o que já viu na prática. De maneira geral, independente da área de atuação, os cursos de gestão são os que agregam mais valor, já que abrangem informações sobre todas as áreas da organização, complementando a visão do negócio”, pontua Giusepe.


Tey complementa. “A pós-graduação é uma atividade de longa duração que exige tempo e dedicação, e na grande maioria das vezes, requer investimentos de alto valor financeiro. Portanto, tem que ser uma decisão bem pensada e principalmente: planejada“, diz. Para ela, no momento da escolha é importante que o profissional tenha clareza do tema que pretende estudar e qual sua finalidade para a carreira.


“Feito isso, o próximo passo é buscar uma instituição de ensino que ofereça o curso e que tenha professores referência na área de conhecimento. Nessa etapa, o futuro aluno deve considerar fatores como: identificação com a proposta e metodologia do curso, localização, infraestrutura, carga horário exigida, total do investimento e, por último, para ajudar a tomada de decisão, ele pode buscar a opinião de pessoas que já realizaram o mesmo curso e tirar suas próprias conclusões“, aconselha a consultora.

 

 


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